É bem conhecido que quando as pessoas se sentem deprimidas, são mais propensas a ter uma visão pessimista da vida. E animais não sentem só alegria e felicidade, mas tristeza também. Leia aqui http://bit.ly/animalsente

Parece que não estamos sozinhos nessa tendência.

Em um estudo conduzido pela Universidade Newcastle, da Inglaterra, estorninhos europeus foram alojados durante dez dias tanto em recintos socialmente enriquecidos ou sozinhos em pequenas gaiolas.

Ambos os conjuntos de aves aprenderam a forragear arrancando tampas de pratos, cada um contendo uma minhoca. Os pássaros logo aprenderam que pratos com tampas brancas continham vermes saborosos, enquanto pratos com tampas cinzas escuras abrigavam vermes com sabor ruim. Aves de ambos os grupos logo pararam de virar as tampas escuras.

Mas quando os pesquisadores começaram a apresentar pratos ambíguos, com tampas com tons mais claros de cinza, eles descobriram que as aves em um ambiente social rico eram mais propensas do que as emocionalmente empobrecidas a provar o verme dentro. Além disso, as aves de ambiente social bom tornavam-se marcadamente pessimistas – não abrindo as tampas ambíguas – se eram passadas para alojamentos solitários.

Em uma série de estudos, ratos, porcos, cabras e, curiosamente, até abelhas mostraram a mesma resposta de otimismo/pessimismo (os cientistas a chamam de “viés cognitivo”) para resultados incertos. Parece que a vida de um animal pode ir bem ou mal, e isso influi no estado interno do indivíduo.


Redação Anhambi com [LiveScience]